Grávidas saradas exibem a barriga na internet


A modelo americana Sarah Stage deu o pontapé inicial para a discussão, ao postar uma foto na rede social Instagram. Grávida de 36 semanas, sua barriga quase não aparece. É possível e saudável manter uma barriga sarada mesmo estando grávida? Segundo a modelo, o bebê estava pesando aproximadamente 2,7 kg. Restavam quatro semanas de gravidez.
Segundo Maita Poli de Araújo, chefe do setor de ginecologia do esporte da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), um abdômen definido não prejudica o crescimento do bebê durante a gravidez, porque o músculo reto abdominal se adapta ao crescimento uterino. Tal barriga, porém, não é para todas. São mulheres que já praticavam atividade física intensa antes, como a brasileira Bella Falconi.
Conhecida pelo seu abdômen definidíssimo, ela impressionou seus 1,3 milhão de seguidores do Instagram ao postar uma foto de sua barriga de 17 semanas de gravidez – ainda é possível ver os "gominhos" do músculo. "Mas isso só ocorre pela manhã, quando minha barriga está relativamente menor. Com o passar das horas ela vai inchando conforme eu bebo água e como. De noite ela fica enorme, ninguém acredita na diferença", explica.
Agora, com 19 semanas, ela continua a malhar, mas diminuiu a intensidade dos exercícios e aumentou o descanso entre as séries. "Minha obstetra também pediu para que eu observasse a temperatura do corpo para que não subisse demais, e que os batimentos não passassem de 140 bpm", diz. Os obstetras recomendam que as grávidas monitorem os batimentos durante o exercício como forma de avaliar a intensidade da atividade física. Outra possibilidade é utilizar a escala de Borg. Ela divide a atividade física entre os níveis 6 (repouso) e 20 (máximo esforço).

Grávidas sedentárias que estejam praticando atividades físicas durante a gravidez não devem ultrapassar o nível 13 (esforço um pouco intenso). Grávidas que são praticantes de atividades físicas podem ficar no nível 15 da escala (intenso). O coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital Nove de Julho, o médico Ricardo Nahas chama a atenção ainda para a necessidade de acompanhamento nutricional.
Se a grávida estiver se exercitando muito e não ganhar peso, está dado o alerta. O bebê demanda energia da mulher para crescer, então é preciso ficar atento ao gasto energético dos exercícios. "Os efeitos serão sentidos no bebê, e não na mãe", diz. Ele aponta, porém, que é perfeitamente possível ser uma grávida sarada. "Essas meninas são ponto fora da curva. Se elas já praticavam atividade física antes da gravidez, não há problema nenhum em continuar, tomando os devidos cuidados."
Sobre esses cuidados, os médicos alertam que o corpo da mulher grávida passa por transformações como a mudança do centro de gravidade e alterações na flexibilidade. Por isso, exercícios em barras fixas, com salto e esportes de contato e com bola não devem ser praticados, por risco de trauma abdominal.
Já a prática de exercícios abdominais em si não é consenso entre os especialistas. Alguns recomendam o exercício apenas nos primeiros meses de gravidez. Outros defendem que os exercícios podem ser feitos durante toda a gestação, desde que as mulheres façam os exercícios deitadas de lado, ou com as pernas abertas. Na hora do nascimento do bebê, há vantagens e desvantagens, especialmente se a opção for pelo parto normal. Para o mal, manter os músculos reto abdominal e pélvico muito fortes pode dificultar a passagem do bebê. Para o bem, essa mesma força muscular faz com as grávidas saradas aguentem ficar mais tempo na posição de cócoras, o que ajuda bastante em uma situação de parto natural.
Fonte: Folha Online 
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